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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
YOUCAT - Esse livro é um presente pessoal do Santo Padre
E você, peregrino? Tem observado essas palavras que estão no seu Youcat, que veio junto com a mochila do peregrino? Ou simplesmente deixou na mochila como recordação?
Queridos jovens amigos,
Hoje vos aconselho a leitura de um livro extraordinário. É extraordinário pelo seu conteúdo, mas também pelo modo em que se formou, que desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender a sua particularidade.
Teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam corretamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural. O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias.
O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas. Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro – quero dizer, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e, todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional.
Assustei-me com esta tarefa e devo confessar que duvidei que algo semelhante pudesse ter bom êxito. Como podia acontecer que autores espalhados pelo mundo pudessem produzir um livro legível? Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não só sob o ponto de vista geográfico, mas inclusive intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes? A isto se acrescentava o fato de que os bispos deviam escrever não simplesmente como autores individuais, mas em representação dos seus irmãos e das suas Igrejas locais. Devo confessar que até hoje me parece um milagre o fato de que este projeto no final se realizou.
Encontramo-nos três ou quatro vezes por ano por uma semana e debatemos apaixonadamente sobre cada parte do texto, na medida em que se desenvolvia. Como primeira atitude, definimos a estrutura do livro: devia ser simples, para que cada grupo de autores pudesse receber uma tarefa clara e não forçar as suas afirmações num sistema complicado. É a mesma estrutura deste livro; ela é tirada simplesmente de uma experiência catequética de um século: o que cremos – de que modo celebramos os mistérios cristãos – de que maneira temos a vida em Cristo – de que forma devemos rezar. Não quero explicar aqui o modo como debatemos sobre a grande quantidade de questões, até chegar a compor um livro verdadeiro. Numa obra deste gênero são muitos os pontos discutíveis: tudo o que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e não obstante, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir das muitas vozes pôde-se formar um coro porque tínhamos a comum partitura da fé, que a Igreja nos transmitiu desde os apóstolos, através dos séculos até hoje.
Por que tudo isto? Desde a redação do livro, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos “continentes”: o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isto tornamo-nos cada vez mais conscientes do modo como o texto exigia algumas “traduções” nos diversos mundos, para poder alcançar as pessoas com as suas mentalidades diferentes e várias problemáticas.
Desde então, nas Jornadas Mundiais da Juventude (Roma, Toronto, Colónia, Sydney) reuniram-se jovens de todo o mundo que querem acreditar, que estão em busca de deus, que amam cristo e desejam caminhos comuns. Neste contexto perguntamo-nos se não deveríamos traduzir o catecismo da igreja católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo. Naturalmente, também entre os jovens de hoje existem muitas diferenças; assim, sob a comprovada guia do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, formou-se um YOUCAT para os jovens. Espero que muitos se deixem cativar por este livro.
Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude moderna; mas não acredito nesta afirmação e estou certo de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras no que consiste a vida. Um romance policial é empolgante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é cativante porque nos fala do nosso próprio destino e, portanto refere-se de perto a cada um de nós.
Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo! Estes são os meus votos de coração. Este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do evangelho como a “pérola de grande valor” (Mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo.
Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai idéias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!
Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exatidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.
Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabei todos de que modo a comunidade dos fiéis recentemente foi ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. “Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor” (Rm 12, 11).
Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: “Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!” (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: “Não digas: sou ainda muito novo – porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar” (Jr 1, 7).
Abençôo-vos e rezo cada dia por todos vós.
Benedictus PP XVI
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Setembro, mês da Bíblia
"A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar"
Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.
São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O chamado de Deus
A Sagrada Liturgia, através do Ano Litúrgico, nos proporciona, constantemente, reflexões acerca das diversas vocações na Igreja. De fato, um olhar atento às disposições litúrgicas quando celebramos o Tempo Comum perceberá como somos envolvidos pelas indicações do Senhor a nos apontar uma vida de santidade, a partir do nosso cotidiano, por vezes atribulado, mas que deve estar sempre voltado a Deus. Nesta perspectiva ordinária, vale mencionar aquilo que São João Bosco destacava, ao afirmar que um em cada três jovens sente o chamado de Deus à vocação sacerdotal. Assim, caríssimos, ao contemplarmos nossa realidade eclesial constantemente necessitada de sacerdotes, convém nos perguntar o que teria havido com estes jovens Chamados. Não é difícil concluir que as realidades atuais fazem o chamado ofuscar-se naqueles vocacionados, de modo que nem sempre o reconhecem como a sublime missão, como um chamado de Deus. Recentemente, comemorando o Centenário de Fundação dos Pontifícios Seminários das regiões italianas Campânia, Calábria e Úmbria, o Papa Bento XVI falou precisamente sobre esta condição daquele que é chamado ao sacerdócio: “É importante que o seminarista entenda muito bem que (...) é na verdade um "Sujeito" que o chama, o Senhor que o fez sentir a sua voz convidando-o a passar a vida servindo a Deus e ao próximo” (26.I.2012). Portanto, irmãos e irmãs, quanto mais adentramos, através dos relatos evangélicos, nesta intimidade e encontro dos primeiros discípulos com o Senhor Jesus, somos todos convida-dos a rezar pelas vocações. Não somente pedindo ao Senhor da Messe que olhe com compaixão para o seu povo e envie mais operários (cf. Mt 9, 36-38), mas, principalmente, para que, inspirados pelos Magos do Oriente, aqueles Chamados sejam capazes de entregar aos pés do Menino-Deus os seus dons mais preciosos, isto é, sua própria vida por amor a Deus.
Autor: Rafael de Oliveira Archetti - Seminarista
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O Grande ensinamento de PEDRO
Na Bíblia sagrada, temos em Pedro um grande exemplo da diferença existente entre a nossa essência humana e nossa essência divina.
Quanto à essência divina, lembremos do episódio em que Jesus questiona aos discípulos quem ele é. Nesta oportunidade, Pedro afirmou em alto e bom som que Jesus era o messias, o filho do Deus vivo. Vemos aqui que Pedro ao lado de Jesus era forte, destemido, não tinha medo de errar, mas se colocava sempre em prontidão, tanto é que, no dia em que Jesus Cristo foi preso, Pedro se colocou à frente dos soldados romanos para proteger a Jesus.
Em outro relato bíblico, observamos a essência humana de Pedro, nesta oportunidade, faço menção ao momento em que Pedro negou Jesus por três vezes. Pedro não estava naquele momento fazendo algo de mal, na verdade, ele deixou que falasse mais alto a sua essência humana, ou seja, se defendeu.
Quando estamos em apuros, o nosso sistema de defesa é acionado, e por instinto buscamos a melhor maneira de nos defender, esquecendo, às vezes, até de quem nós amamos.
Estamos em um tempo em que a sociedade nos oferece diversas maneiras de fugirmos ou curarmos daquilo que nos faz sofrer. Em um momento de depressão, temos os anti-depressivos, no momento em que perdemos um namorado(a), ficar com qualquer um, ou com vários(as). Para curarmos a falta de carinho de nossa família ou da pessoa amada, é simples, faça sexo, use drogas e bebida de maneira desregrada.
Esta tem sido a solução que é ofertada a nós como paliativo de nossas dores!
Não somos mais incentivados a buscar a Cristo, ter fé em Cristo e principalmente a confiar em Deus. Buscamos a solução mais rápida, no entanto, não a solução definitiva.
Pedro quando estava longe de Cristo, buscou a solução mais próxima dele, mas não confiou no Deus todo poderoso que morava em seu coração. No entanto, Pedro quando tinha Jesus por perto era forte, uma verdadeira rocha inabalável, a ponto de enfrentar um exército.
Assim somos nós, quando estamos repletos do amor de Cristo, somos rocha firme, e nem um mal pode nos abalar, mesmo que eles venham, teremos forças suficientes para transpô-los, no entanto, longe de cristo somos frágeis e qualquer mal destrói nossas estruturas, aceitamos o álcool, as drogas, o sexo desmedido e inconseqüente e até mesmo o homossexualismo, como cura de nossas depressões.
Pensemos um pouco, qual é o mal do século (depressão) e como hoje as pessoas estão se afastando de Cristo.
Os sinais são claros, de que, longe de Cristo a nossa essência humana fala mais alto e assim não enxergamos a luz da nossa vida que é CRISTO.
Neste feriadão, busquemos a nossa essência divina, estreitemos os nossos laços com Cristo e busquemos encontrar nele o nosso verdadeiro refúgio e porto seguro.
Autor: Lucas Ribeiro Fernades Maia
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